Archive for Outubro 15th, 2007
Umha rua num porto lonxano do norte. As tabernas estám acuguladas de marinheiros e botam polas suas portas o bafo quente dos borrachos. Gentes de tódalas castes do mundo, cantigas a gorxa rachada, música de pianolas chocas, muito fedor a sebo...
Un marinheiro que fala francês tropeza cum marinheiro que fala inglês. Os dous fan-se promesas de gran amistade, cada um no seu falar. E sem entender-se, caminhan juntos, colhidos do brazo, servíndo-se mutuamente de puntales.

O marinheiro que fala francês e mai-lo marinheiro que fala inglês entram minha taberna servida por um home gordo. Querem perde-lo sentido juntos pra serem mais amigos. ¡Quem sabe se depois de bem borrachos poderam entender-se!
E quando o marinheiro que fala inglês ja nom rexe co seu corpo, comenza a cantar:
Lanchinha que vas em vela,
levas panos e refaixos
pra a minha Manoela.
0 marinheiro que fala francês arregala os olhos, abráza-se ao companheiro e comenza tamém a cantar:
Lanchinha que vas em vela,
levas panos e refaixos
pra a minha Manoela.
i¡A-iu-jú-jú!! Os dous marinheiros eram galegos.
0 taberneiro, gordo coma um ilamengo de caste, veu saí-los dous marinheiros da taberna e pola sua faciana vermelha escorregaron as bágoas. E depois dixo pra si num laído saudoso:
Lanchinha que vas en vela,
Tamém o taberneiro era galego.
Cousas, Alfonso Daniel Rodriguez Castelao.
Esta é umha homenagem aos nossos marinheiros.
chuzame - 











