Archive for the 'Galiza' Category
Perto da Guarda há umha pequena vila chamada Portecelo. Alí só há umha dúzia de casinhas. Cáseque todas habitadas por maiores.
Só umha pequena distancia separa a costa do monte, isto fai que tenha um clima duro e que as vezes haja umha mesta brétema.
Dende as rochas póde-se albiscar a imensidade do Atlântico. Assim passamos a tardinha do Sábado, coa companha do mar.
E namentres Marcos toca: About a girl de Nirvana.
chuzame - Lingoa proletaria do meu pobo,
eu fáloa porque sí, porque me gosta,
porque me peta e quero e dame a gaña;
porque me sai de dentro, alá do fondo
dunha tristura aceda que me abrangue
ao ver tantos patufos desleigados,
pequenos mequetrefes sin raíces
que ao pór a garabata xa nan saben
afirmarse no amor dos devanceiros,
falar a fala nai,
a fala dos abós que temos mortos,
e ser, co rostro erguido,
mariñeiros, labregos do lingoaxe,
remo i arado, proa e rella sempre.
Eu fáloa porque sí, porque me gosta
e quero estar cos meus, coa xente miña,
perto dos homes bos que sofren longo
unha historia contada noutra lingoa.
Non falo pra os soberbios,
non falo pra os ruis e poderosos,
non falo pra os finchados,
non falo pra os valeiros,
non falo pra os estúpidos,
que falo pra os que agoantan rexamente
mentiras e inxusticias de cotío;
pra os que súan e choran
un pranto cotidián de volvoretas,
de lume e vento sobre os ollos núos.
Eu non podo arredar as miñas verbas
de tódolos que sofren neste mundo.
E ti vives no mundo, terra miña,
berce da miña estirpe,
Galicia, dóce mágoa das Españas,
deitada rente ao mar, ise camiño...
Longa noite de pedra, 1962. Celso Emilio Ferreiro.
chuzame - Bendito o mes que comeza por Defuntos e remata por Santo Andres.
Chegou Novembro e como bom galego vou visitar aos meus defuntos.
No camposanto respíra-se tranquilidade.
Paseando por Pereiró vou reparando na gente. Decáto-me que no fundo tudos somos iguais.
chuzame - Moanha arde de novo. O pouco que quedaba ao caralho.
Até os colhons estamos de que aconteza isto.
chuzame - Nom cho creia até que o vim.
Comunicado dos Aduaneiros:
Sendo requiridos por Dom Pablo Carvajal de la Torre, representante legal de Dona Yolanda Castaño Pereira, a retirar do nosso site o desenho gráfico “Tu Quoque Iolanda?” e os comentários a ele adjuntos, sob ameaça de demanda judicial por delitos de injúrias com publicidade, e nom querendo ferir a delicada sensibilidade da nossa insigne poetisa, Aduaneiros sem Fronteiras, questionando-nos até que ponto tem sentido continuar a fazer humor gráfico neste país e a desenvolver umha autocrítica da razom galega, vimos de decidir fechar o nosso site por enquanto o nosso legítimo direito à liberdade de expressom nom se veja a salvo de coacçons judiciárias fora de lugar.
Sem vos a internet nom será igual. Sodes a hostia.
chuzame - Umha rua num porto lonxano do norte. As tabernas estám acuguladas de marinheiros e botam polas suas portas o bafo quente dos borrachos. Gentes de tódalas castes do mundo, cantigas a gorxa rachada, música de pianolas chocas, muito fedor a sebo...
Un marinheiro que fala francês tropeza cum marinheiro que fala inglês. Os dous fan-se promesas de gran amistade, cada um no seu falar. E sem entender-se, caminhan juntos, colhidos do brazo, servíndo-se mutuamente de puntales.

O marinheiro que fala francês e mai-lo marinheiro que fala inglês entram minha taberna servida por um home gordo. Querem perde-lo sentido juntos pra serem mais amigos. ¡Quem sabe se depois de bem borrachos poderam entender-se!
E quando o marinheiro que fala inglês ja nom rexe co seu corpo, comenza a cantar:
Lanchinha que vas em vela,
levas panos e refaixos
pra a minha Manoela.
0 marinheiro que fala francês arregala os olhos, abráza-se ao companheiro e comenza tamém a cantar:
Lanchinha que vas em vela,
levas panos e refaixos
pra a minha Manoela.
i¡A-iu-jú-jú!! Os dous marinheiros eram galegos.
0 taberneiro, gordo coma um ilamengo de caste, veu saí-los dous marinheiros da taberna e pola sua faciana vermelha escorregaron as bágoas. E depois dixo pra si num laído saudoso:
Lanchinha que vas en vela,
Tamém o taberneiro era galego.
Cousas, Alfonso Daniel Rodriguez Castelao.
Esta é umha homenagem aos nossos marinheiros.
chuzame - Venho de ler estes dias nos jornais o que andam a falar do nosso hino a raiz do que dixo o vice-presidente da Galiza. Anxo Quintana expresou que cómpre que todolos rapaçes/as galegos/as conhezam a cultura, a historia e a letra do hino galego. As respostas nom se fizerom agardar: No jornal El Mundo, apareceu umha interpretaçao abraiante do nosso hino, própia dum desconhecemento absoluto. Nóta-se bem que se informarom muito no canto de que sabem corretamente que o autor da letra nom é outro que "Arturo Pondal". Dende o PPdeG, quero dizir, dende Madrid lhe dim ao PPdeG, em voz do senhor Mariano Rajoy que isso nom lhe interesa a ninguém.
O que pasa é que debem de ter enveja de que o nosso hino tenha letra e a parte seja muito mais bonito. Cantem, cantem:
Que diz os rumorosos
na costa verdeceste,
o raio transparente
do plácido luar ?
Que diz as altas copas
de escuro arrume arpado
co seu bem compassado
monótono fungar ?
Do teu verdor cingido
e de benignos astros,
confins dos verdes castros
e valoroso chão,
não dês a esquecimento
da injuria o rude encono;
desperta do teu sono
folgar de Breogam.
Os bons e generosos
a nossa voz entendem
e com arroubo atendem
o nosso ronco som
mais só os ignorantes
e ferridos e duros,
imbecis e escuros
não os entendem, não.
Os tempos som chegados
dos bardos das idades
cas vossas vagueadas
cumprido fim terão;
pois, onde quer, gigante
a nossa voz pregoa
a redenção da boa
nação de Breogam.
chuzame - 














