Archive for the 'Terra' Category
Lingoa proletaria do meu pobo,
eu fáloa porque sí, porque me gosta,
porque me peta e quero e dame a gaña;
porque me sai de dentro, alá do fondo
dunha tristura aceda que me abrangue
ao ver tantos patufos desleigados,
pequenos mequetrefes sin raíces
que ao pór a garabata xa nan saben
afirmarse no amor dos devanceiros,
falar a fala nai,
a fala dos abós que temos mortos,
e ser, co rostro erguido,
mariñeiros, labregos do lingoaxe,
remo i arado, proa e rella sempre.
Eu fáloa porque sí, porque me gosta
e quero estar cos meus, coa xente miña,
perto dos homes bos que sofren longo
unha historia contada noutra lingoa.
Non falo pra os soberbios,
non falo pra os ruis e poderosos,
non falo pra os finchados,
non falo pra os valeiros,
non falo pra os estúpidos,
que falo pra os que agoantan rexamente
mentiras e inxusticias de cotío;
pra os que súan e choran
un pranto cotidián de volvoretas,
de lume e vento sobre os ollos núos.
Eu non podo arredar as miñas verbas
de tódolos que sofren neste mundo.
E ti vives no mundo, terra miña,
berce da miña estirpe,
Galicia, dóce mágoa das Españas,
deitada rente ao mar, ise camiño...
Longa noite de pedra, 1962. Celso Emilio Ferreiro.
chuzame - Bendito o mes que comeza por Defuntos e remata por Santo Andres.
Chegou Novembro e como bom galego vou visitar aos meus defuntos.
No camposanto respíra-se tranquilidade.
Paseando por Pereiró vou reparando na gente. Decáto-me que no fundo tudos somos iguais.
chuzame - Umha rua num porto lonxano do norte. As tabernas estám acuguladas de marinheiros e botam polas suas portas o bafo quente dos borrachos. Gentes de tódalas castes do mundo, cantigas a gorxa rachada, música de pianolas chocas, muito fedor a sebo...
Un marinheiro que fala francês tropeza cum marinheiro que fala inglês. Os dous fan-se promesas de gran amistade, cada um no seu falar. E sem entender-se, caminhan juntos, colhidos do brazo, servíndo-se mutuamente de puntales.

O marinheiro que fala francês e mai-lo marinheiro que fala inglês entram minha taberna servida por um home gordo. Querem perde-lo sentido juntos pra serem mais amigos. ¡Quem sabe se depois de bem borrachos poderam entender-se!
E quando o marinheiro que fala inglês ja nom rexe co seu corpo, comenza a cantar:
Lanchinha que vas em vela,
levas panos e refaixos
pra a minha Manoela.
0 marinheiro que fala francês arregala os olhos, abráza-se ao companheiro e comenza tamém a cantar:
Lanchinha que vas em vela,
levas panos e refaixos
pra a minha Manoela.
i¡A-iu-jú-jú!! Os dous marinheiros eram galegos.
0 taberneiro, gordo coma um ilamengo de caste, veu saí-los dous marinheiros da taberna e pola sua faciana vermelha escorregaron as bágoas. E depois dixo pra si num laído saudoso:
Lanchinha que vas en vela,
Tamém o taberneiro era galego.
Cousas, Alfonso Daniel Rodriguez Castelao.
Esta é umha homenagem aos nossos marinheiros.
chuzame - Dende o Courel levam tempo pedindo ajuda pola merda que se lhe vem enriba. Estam a legalizar mais canteiras e a dar mais concessoms pra outras novas e inclusive um parque eólico. O resultado vai a ser umha desfeita das boas se nom lhe paramos os pes.
A Asociacion Ecológico-Cultural SOS Courel está tentando por tudos os meios parar esta loucura, pra isso esta recolhendo sinaturas e levam 20000.

imagem: aduaneiros.
chuzame - E quem nom o notou dende vai um tempo? Polo que respecta em Vigo, choivas treboentas e logo dums dias, sol, ceus abertos e muita calor pra depois volta a chover. Seica o clima anda tolo. Acendes o tv e ves inundaçoms em Asia, América do sul...
Está a gente conscientizada? Que vai estar... Eu falo do mundo que conhezo, poucos dos meus amigos tenhem um comportamento sustentável. Falo de pequenas coisas que se as fazemos tudos pode-se frear um chisco o que semelha que nom tem volta. Veleiquí ums conselhos.
Estam os governos e mai-las multinacionais conscientizadas? Menos ainda. Mentres nom se esgote a mina que é o carburante, mentres nom lhe chuchem tudos os cartos que poidan aos combustíveis fósseis nom vai mudar nadinha.
O planeta nom é só dums poucos... Temos que presionar pra rematar com isto dumha vez. Entre tudos podemos faze-lo. O ser human está a esnaquiza-lo berce que lhe deu a vida, a natureza. Vas ficar aí sem fazer nada?
chuzame - 











